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domingo, 5 de junho de 2022

MENSAGEM DO PÁROCO

 Palavra do Pastor



        Queridos irmãos e irmãs, que alegria celebrar nesses dias a festa de Pentecostes:

        “Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles.” (At 2), todos os dia em nossa Igreja se renova esta graça.

        A Igreja tem em Pentecostes um marco inicial de sua vida e missão. Os apóstolos após o episodio da cruz são refugiados pelas portas fechadas, símbolos do medo e da falta de esperança, mas ao receberem a visita de Jesus Cristo, glorioso e triunfante, as forças são recobradas. Jesus aparece para justificar também o sentido da vida dos primeiros cristãos que agora precisam comunicar o Evangelho. Pentecostes é a explosão do Espirito Santo, que agora se torna a alma da Igreja, todos ficaram cheios.

        Não podemos viver a festa de Pentecostes apenas como um evento separado de toda ação de Deus na historia da humanidade, “Nós, que somos partos, medos e elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, do Egito e da parte da Líbia próxima de Cirene, também romanos que aqui residem; judeus e prosélitos, cretenses e árabes, todos nós os escutamos anunciarem as maravilhas de Deus em nossa própria língua!”. A graça do Espirito Santo é para todos os povos. A linguagem do Espirito é a do amor. Todos se compreendem, pois há uma só fé e um único Deus.

Assim, Irmãos e irmãs, como Igreja somos chamados a viver agora sob a graça e a docilidade do Espirito Santo.

        Deixemos o espirito de Deus fazer morada em nós.

        Desejo uma boa semana para todos,


Pe. Gilvan Manuel, CM
Pároco


domingo, 22 de maio de 2022

Mensagem do Pároco


 



Irmãos e irmãs, ainda com fé e esperança, desejo um tempo de Páscoa cheio de graça e perseverança na fé.


Assim foi a mensagem bíblica do início da sexta semana da Páscoa “Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. Quem não me ama, não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou”. Como devemos guardar os mandamentos do Senhor? Como amar Nosso Senhor Jesus Cristo? Como cristãos batizados temos muitas responsabilidades neste mundo, a mais urgente é a de mostrar o verdadeiro amor de Jesus Cristo. Esses dias que se segue de final do tempo pascal é um verdadeiro caminho de fé e missão para a Igreja. Vamos aprender com Ela.


Estamos nos preparando para o tempo do encerramento do período pascal. Foram sete semanas vividas intensas nas liturgias e com ricos ensinamentos para toda a Igreja. Não podemos entender o final do período pascal, sem refletir sobre o sentido da existência da Igreja de Jesus Cristo. Duas grandes festas marcam o término deste tempo, Ascensão e a festa de Pentecostes. A ascensão não é a ausência de Jesus do coração e da vida da Igreja, mas o tempo que se encerra sua presença física, porque agora volta para o Pai e estará sentado à sua direita. Em Pentecostes a Igreja vai ser manifestada ao mundo e vai viver agora sob a direção do Espirito Santo o anúncio do Evangelho. A Igreja existe para evangelizar e evangelizar é anunciar o amor. Quem ama Jesus Cristo, vive plenamente o que a Igreja ensina. Como necessitamos de cristãos que amem a Igreja e por ela dão a sua vida. O mundo, cheio de pagãos, tenta criar uma Igreja para si, para satisfazer seus desejos e sonhos. A verdadeira Igreja se mantém firme no anúncio do que Jesus ensinou.


Portanto, abramos nosso coração para acolher a graça do Espirito Santo. O amor de Deus vai ser derramado em nossos corações.


Desejo uma boa semana para todos,



Pe. Gilvan Manuel, CM

segunda-feira, 16 de maio de 2022

MENSAGEM DO PÁROCO

 Salmo 144



Misericórdia e piedade é o Senhor,/ ele é amor, é paciência, é compaixão./ O Senhor é muito bom para com todos,/ sua ternura abraça toda criatura.


Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem,/ e os vossos santos com louvores vos bendigam!/ Narrem a glória e o esplendor do vosso reino/ e saibam proclamar vosso poder!


Para espalhar vossos prodígios entre os homens/ e o fulgor de vosso reino esplendoroso./ O vosso reino é um reino para sempre,/ vosso poder, de geração em geração.



Queridos amigos, irmãos e irmãs, estamos vivendo a quinta semana do tempo da páscoa. Desde o evento da Ressurreição, precedido pelo tempo forte da semana santa, revivemos todas as alegrias da presença viva do Cristo ressuscitado no meio da comunidade, a Igreja tem vivido a maneira como se fortaleceu as primeiras comunidades no caminho da missão e da ação do Espirito Santo. Ele está vivo no meio de nós. Ele é senhor da história.


Não podemos esquecer que ainda estamos vivenciando o tempo da páscoa, agora na perspectiva da preparação à ascensão de Jesus Cristo aos céus para se cumprir o que diz as Escrituras. Os próximos domingos nos levaram à Pentecostes, grande festa da manifestação da Igreja ao mundo. A subida de Jesus aos céus não é sua ausência na terra, mas pelo contrário é a confirmação de que agora ficará para sempre no meio de nós. Como ele ficará para sempre no meio da comunidade? “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros”. (Jo 13, 35). Eis a forma concreta de sua presença. Amar sem medita do jeito de Jesus Cristo.


Portanto, o amor entre os irmãos e seguidores de Jesus é a regra básica para sermos no mundo testemunhas de Jesus Cristo. O mundo reconhecerá que somos discípulos de Jesus se o amor for latente, profundo e verdadeiro. Ser cristão é ser perito na arte de amar. Façamos este propósito no nosso caminho de fé.



Pe. Gilvan Manuel, CM

sábado, 30 de abril de 2022

Mensagem do Pároco

 Cristo, nossa páscoa Foi imolado, aleluia!
Glória a Cristo, rei Ressuscitado, aleluia!
Páscoa sagrada! Ó festa de luz!
Precisas despertar Cristo vai te iluminar!.



Querido Irmã e irmão ainda estamos vivendo as alegrias da festa da Páscoa e estamos iniciando um mês muito especial, o mês dedicado a Virgem Maria


Quem é Maria para você? Não podemos imaginar a Igreja sem a maternidade da Virgem Maria. Nossa Senhora é mãe do povo de Deus, companheira nas horas difíceis e intercessora do povo. A Igreja venera com muita devoção e respeita o nome de Maria, dando a Ela o devido lugar no mistério de Cristo e da Igreja “O Concílio Vaticano II, apresentando Maria no mistério de Cristo, encontra desse modo o caminho para aprofundar também o conhecimento do mistério da Igreja.


Maria, de fato, como Mãe de Cristo, está unida de modo especial com a Igreja, "que o Senhor constituiu como seu corpo". O texto conciliar põe bem próximas uma da outra, significativamente, esta verdade sobre a Igreja como corpo de Cristo (segundo o ensino das Cartas de São Paulo) e a verdade de que o Filho de Deus "por obra do Espírito Santo nasceu da Virgem Maria". A realidade da Encarnação encontra como que um prolongamento no mistério da Igreja ― corpo de Cristo. E não se pode pensar na mesma realidade da Encarnação sem fazer referência a Maria ― Mãe do Verbo Incarnado”. (REDEMPTORIS MATER- João Paulo II)


Assim, nossa paróquia é profundamente Mariana, muitas comunidades festejam a Virgem Maria, existem muitos grupos e movimentos sob a proteção e invocação da Virgem Maria. Convido todos neste mês mariano a cultivar ainda mais a devoção a mãe de Jesus e nossa através das práticas devocionais.


Ensinem nossas crianças o amor a “mamãe do céu”, ensinem- as a rezar o terço todos os dias.


Peçamos sempre a proteção da Virgem Maria. Feliz mês de Maio.


Deus abençoe você!



Tenham uma boa semana!


Pe. Gilvan Manuel, CM



segunda-feira, 4 de abril de 2022

MENSAGEM DO PÁROCO



Agora, eis o que diz o Senhor: de coração convertei-vos a mim, pois sou bom, compassivo e clemente (Jl 2,12s).






Caros irmãos e irmãs, Deus seja louvado por este tempo de graça que é a Quaresma.


Estamos iniciando a última semana da quaresma e a temática da liturgia é o amor misericordioso de Jesus revelado em todos os seus atos. O amor é a base de toda e qualquer conversão. A Quaresma é o retiro espiritual que a Igreja propicia a todos os fieis rumo à festa da Páscoa. Todo o itinerário espiritual tem como meta levar a uma conversão sincera, pela Oração, Jejum e a esmola, práticas importantes para recuperar amizade com Deus, consigo mesmo e com o próximo. Sem as exigências da quaresma é impossível mudança de vida.

Esta última semana significa muito para a Igreja, pois a grande semana está às portas e em breve estaremos todos juntos, ressuscitado com Cristo. Como devemos viver esta semana? Como deve está o nosso coração? O amor misericordioso de Jesus é um amor que acolhe todo pecador e ao mesmo tempo devolve a ele a dignidade perdida pelo pecado. Todos nós estamos sob o sinal da bondade de Deus, por isso a mudança de vida deve partir de uma semelhança com o próprio Cristo, servo sofredor. Devemos procurar nesta semana conhecer ainda mais Jesus Cristo para saborear a alegria dos seus acontecimentos durante a semana santa, como nos convida São Paulo “10 Esta consiste em conhecer a Cristo, experimentar a força da sua ressurreição, ficar em comunhão com os seus sofrimentos, tornando-me semelhante a ele na sua morte, 11 para ver se alcanço a ressurreição dentre os mortos". (São Paulo aos Filipenses 3).


Portanto, o tempo é de reconciliação e amizade com Deus. Aproveitemos todos os dias para dar uma atenção maior a Palavra de Deus e procurar em sua paróquia ou comunidade viver todos os momentos da vida de Jesus Cristo nesta semana Santa 2022.


Deus abençoe você!



Tenham uma boa semana!


Pe. Gilvan Manuel, CM

domingo, 6 de fevereiro de 2022

Mensagem do Pároco

 MENSAGEM DO PÁROCO



Queridos irmãos e irmãs, Deus abençoe a todos nesta semana.              


Assim podemos perguntar: Será que nós, somos obedientes a Palavra de Deus?  O evangelho deste último domingo (06.02) Lucas 5,1-11, nos ensina a obedecer a Palavra de Deus. 


Muitas vezes nossos planos são frustrantes e sem nenhum fruto, muitas vezes sentimos o cansaço, a falta de esperança e pensamos em desistir, muitas vezes passamos a noite pescando em vão. 


A atenção a Palavra de Deus, conforme disse Pedro no Evangelho, o fez jogar as redes para as águas mais profundas. Irmãos e irmãs obedecer e ter coragem de lançar as redes da nossa vida nas águas mais profundas nos fará ver inúmeros milagres e prodígios. 


Seja obediente e discípulo de Jesus. Quando seguimos Jesus e somos atentos a sua Palavra novamente se realiza em nós esse acontecimento da pesca milagrosa. 


Deus abençoe sua vida.


Pe. Gilvan Manuel, CM

domingo, 9 de janeiro de 2022

Mensagem do Pároco

 Mensagem do Pároco



"Este é o meu Filho amado"


Ao celebrarmos o domingo do batismo do Senhor a Igreja encerra o tempo do Natal e inicia um novo momento na liturgia, chamado o tempo comum, marcado pela cor verde. Fomos enriquecidos com o acontecimento do Natal e provamos do amor de Deus no verbo que se fez carne e veio morar no meio de nós.


Neste sentido, podemos refletir agora sobre a nossa vocação. Somos verdadeiramente filhos de Deus pelo batismo? Assumimos com vigor e audácia a missão recebida no Batismo de sermos, Profeta, sacerdote e Pastor? Somos inseridos dentro da nossa comunidade local e por esta comunidade doamos nossa vida na pastoral? Todos devem saber que o batismo nos compromete, por um graça especial, com o compromisso de viver nossa fé. O batismo não é uma cerimônia social ou apenas um evento isolado nas atividades da Igreja. O batismo é a porta de entrada na comunidade dos irmãos de Jesus, que incorporados a Ele, são agora membros do povo de Deus.


Portanto, vamos viver intensamente este tempo comum da Igreja vivendo todos os acontecimentos da vida de Cristo. Identificando- se e seguindo ainda mais o mestre Jesus.


Deus abençoe vocês.


Pe. Gilvan Manuel, CM

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Mensagem do Pároco

 Mensagem do Pároco




Vamos todos à Belém!


Caros amigos e fiéis, esta é a nossa primeira mensagem do ano 2022, tempo de recomeço e de novas expectativas na vida das pessoas. Feliz ano novo!


Mesmo com a mudança do ano civil, a Igreja ainda vive o grande mistério do natal de Nosso Senhor Jesus Cristo. A Encarnação é o grande mistério do amor de Deus para com todos os povos de todos os tempos. O Natal foi o período iniciado ainda no primeiro domingo do advento e que vai se estender até a festa do batismo de Jesus. Por isso, mesmo com a mudança cronológica do tempo o espirito que envolver todos os fiéis ainda deve permanecer nas festas litúrgicas que se seguem pós-dia de natal, como: Sagrada família, Epifania, santa Maria, Mãe de Deus e o Batismo de Jesus Cristo.


Como vivemos do amor de Cristo o início de um ano novo deve gerar esperança e confiança em Deus. Sei que muitas vezes reclamamos dos eventos que sucederam nos dias de 2021, muitas dificuldades, provações, muito luto, dor, desemprego, violência. Também não podemos esquecer que muitas coisas boas aconteceram no ano que passou, assim resumimos que os tempos são sempre difíceis, mas cheio de amor de Deus.


Quais as expectativas para o início do novo ano? Quais propostas vamos levar adiante para que o ano 2022 transcorra na paz e na serenidade? Estamos realmente preparados para um novo recomeço? Sejamos, caros amigos e paroquianos, confiantes nas promessas do Senhor. O evento acontecido em Belém marcou para sempre a história da humanidade, Cristo nasceu, vamos todos à Belém, vamos ver o menino Jesus e adorá-lo. “Eu vos anuncio uma grande alegria: nasceu o Cristo Senhor.” (Lc 2, 10-11), o nascimento de Jesus não pode ser apenas um evento do calendário, mas um evento de fé que nos motiva todos os dias a viver. Jesus nasceu para nos salvar. Façamos neste ano de 2022 o proposito de sempre se alegrar com este nascimento de fé.


Tenham todos um feliz ano 2022!


Deus abençoe a todos!


Pe. Gilvan Manuel, CM

sábado, 25 de dezembro de 2021

 Mensagem do Pároco



HOMILIA DA NOITE DE NATAL

24 DE DEZEMBRO 2021



Caros paroquianos, irmãos e irmãs, visitantes, queridas crianças e todos os irmãs e irmãs doentes que nos acompanham através das mídias sociais.


Hoje cedinho, quando me preparava espiritualmente para viver essa santa liturgia veio a minha mente a seguinte pergunta: qual deve ser o verdadeiro efeito do Natal em nossas famílias? Desde os primeiros momentos do último semestre do ano, quando as luzes e as lojas começam a divulgar as festas natalinas, surgem logo nas conversas populares às outras perguntas: onde vão passar o Natal? Vai viajar para algum lugar? Onde vão realizar a ceia natalina? Vai passar com a sua família? Parece que não dá para separar o Natal da dimensão familiar, da dimensão bonita do amor, está perto de quem amamos, é muito bom.


Para compreender o verdadeiro efeito do Natal em nossas famílias é necessário entender o que é o Natal em si. Para os primeiros cristãos a máxima atenção ao mistério da fé estava concentrada na Páscoa de Jesus, evento fundante da fé, mas também inseparável do mistério do nascimento de Jesus. Não se compreende a Ressurreição sem o mistério da Encarnação do verbo. Natal é a festa da vinda de Deus, dizia o Papa São Leão Magno, “Porém, nos últimos tempos superou os limites da sua habitual generosidade, quando, em Cristo, a própria Misericórdia desceu aos pecadores, a própria Verdade veio aos extraviados, e aos mortos veio a Vida. O Verbo, coeterno e igual ao Pai, assumiu a humildade da nossa natureza humana para nos unir à sua divindade, e Deus nascido de Deus, também nasceu de homem fazendo-se homem”. Quem é este menino? Assim responde a primeira leitura de hoje do livro do Profeta Isaias “Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz”.


Natal é Deus, que rompendo todos os limites de uma compreensão humana, limitada, e descrente se faz mistério no seio de uma mulher, preparada e querida por Ele mesmo e rasga os céus e ilumina para a sempre a Terra “verbum caro factum es” o verbo se fez carne e veio. O verdadeiro significado do Natal ainda não é compreendido por todos os que professam a fé cristã e muita mais distante de sentido para os não-cristãos, Ele veio também para os homens de boa vontade. Os arquétipos e estereótipos que sustentam uma concepção de Natal em nada devem dizer para nós cristãos que não podemos ser ofuscados pelo falso natal, falso porque traz uma mentira que tenta sobrepor a grande verdade, que é Jesus Cristo.


Chamo de falso natal, aquele Natal antecipado antes da Igreja, sem uma preparação previa e consistente na Palavra de Deus, aquele Natal em que tudo se centraliza nas compras, nas ceias sem sentidos, nos presentes com embrulhos de ódio, inimizade, indiferença e desprezo ao próximo. Se o Natal é o nascimento do sol de justiça, por que existem ainda famílias em desunião? Por que tanta fome no mundo? Por que tanta desordem entre as pessoas? Assim dizia um santo da Igreja, São Máximo “Jesus é o novo sol que atravessa as paredes, invade os infernos, perscruta os corações. Ele é o novo sol que com os seus espíritos faz reviver o que está morto, restaura o que está velho, levanta o que está decadente e purifica ainda, com o seu calor, aquilo que é impuro, aquece o que está frio e consome o que não presta”, assim irmãos e irmãs deve ser o Natal. A festa em que aquece o que está frio (talvez o amor, a justiça) e consome o que não presta em nossas vidas (ódio, rancor, ganância e injustiça).


Se o Natal não for entendido assim, como a manifestação da Glória de Deus como diz São Paulo na carta a Tito (segunda leitura de hoje) não será o verdadeiro natal “Caríssimo: Manifestou-se a graça de Deus, fonte de salvação para todos os homens, ensinando-nos a renunciar à impiedade e aos desejos mundanos”. Natal é a manifestação é a epifania do amor de Deus para com a humanidade. Tudo aconteceu no Natal por amor. Em São Lucas é revelado quem verdadeiramente é o menino “Salvator natus est tibi hodie in civitate David; quod est Christus Dominus”. Nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor. Jesus é o nosso único salvador, maior do que todos os outros ídolos.


Assim, caros fiéis o sentido do Natal é o amor de Deus e o seu efeito nas nossas famílias também deve ser esse amor generoso, abundante, sincero e fecundo. Como seria bom se todas as famílias do mundo vivessem o Natal amando-se mutualmente. Como seria bom se na saudação “feliz natal”, fosse subentendido o amor “feliz amor para com a nossa família! Para mim, neste Natal e nas inúmeras ceias que vão visibilizar o amor ao menino Jesus, eu vou contemplar silenciosamente à luz da fé quatro cadeiras vazias na mesa de minha família. Como o Natal é a festa da família, eu viverei neste ano o primeiro natal sem meus pais e os meus dois irmãos que se uniram a tantos outros que foram vítimas da Pandemia da Covid-19 neste ano 2021 na grande ceia da eternidade. Como vai fazer falta ouvir aquela voz materna dizendo “Deus te abençoe meu filho e um Natal para você e seu paroquianos”. Como amar o Menino Jesus e ver os lugares vazios em nossas mesas? Como sentir o amor de Deus diante de uma imensidão de solidão, lágrimas e saudades? Quero hoje está na solidão com o menino Jesus que nasceu isolado e longe do barulho da cidade. Quero estar com Maria e José que excluídos das mesas e das ceias da grande Belém foram acolhidos entre o bafo dos animais na manjedoura quente e segura, Belém é a casa do Pão, por isso Jesus agora é alimento da vida eterna. Vamos à Belém, todos alegres para se alimentar de Jesus. Deus não é solidão e tristeza, Deus é amor e quem ama revela-se onde está e absorve esse amor e rejuvenesce sua alma, porque o nascimento de Jesus é maior do que tudo, até mesmo do que a morte. Se Ele nasceu eu não morrerei jamais! Se ele nasceu o amor nunca acabará em nossas famílias.


Portanto, caros fiéis, após a santa missa de Natal, vamos todos, as nossas casas, com ou sem ceia natalina, está missa já foi o nosso natal. Amem verdadeiramente os membros de sua casa. Apague todo ódio e inimizade, viva o amor, abrace o menino Jesus. Deus existe e veio morar no meio de nós, cantem os anjos e corramos assim a Belém:



Adeste fideles laeti triumphantes

Venite, venite in Bethlehem

Natum videte regem angelorum

REF: Venite, adoremos, Venite, adoremos, Venite, adoremus, Dominum!

Aeterni Parentis splendorem aeternum,

Velatum sub carne videbimus;

Deum infantem pannis involutem.


Pe. Gilvan Manuel, CM




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HISTÓRICO DO TERÇO

Noticias de Roma

Domingo, 02 de maio de 2010, 11h47

Papa venera Santo Sudário em Turim, norte da Itália

Da Redação

''Cristo enfrentou a cruz para colocar um limite ao mal'', diz Papa em Turim
Bento XVI realizou, neste domingo, sua visita pastoral à cidade de Turim, norte da Itália, para venerar o Santo Sudário, mortalha que teria envolvido o corpo de Cristo ao ser colocado no túmulo. O pontífice partiu esta manhã às 8h15 do aeroporto romano de Ciampino e chegou às 9h15 locais ao aeroporto de Turim, onde foi acolhido pelo Cardeal Severino Poletto, Arcebispo de Turim, e outras autoridades eclesiais, além dos representantes do governo e pelo prefeito dessa cidade. A seguir, o Papa se dirigiu para a Praça São Carlos onde foi acolhido por mais de 50 mil fiéis. Bento XVI agradeceu a população de Turim pelo caloroso acolhimento e iniciou a celebração da Eucaristia. Em sua homilia, Bento XVI ressaltou que no passado a Igreja em Turim "conheceu uma rica tradição de santidade e generoso serviço aos irmãos graças à obra de zelosos sacerdotes, religiosos, religiosas de vida ativa e contemplativa e de fiéis leigos". Sendo assim, as palavras de Jesus no Evangelho de hoje, 'Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros', "adquirem uma ressonância particular para esta Igreja, uma Igreja generosa e ativa, a começar por seus padres" – frisou o papa. O Santo Padre sublinhou que "amar os outros como Jesus nos amou é possível somente com aquela força que nos é comunicada na relação com Ele, especialmente na Eucaristia, em que o seu Sacrifício de amor que gera amor se torna presente de modo real". O Papa disse aos sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas de Turim, para que "centralizem sua existência no essencial do Evangelho; cultivem uma real dimensão de comunhão e fraternidade dentro do presbitério, de suas comunidades, nas relações com o Povo de Deus; testemunhem no ministério o poder do amor que vem do Alto". O Pontífice sublinhou que "a vida cristã, caros irmãos e irmãs, não é fácil; sei que também em Turim não faltam dificuldades, problemas, preocupações: penso, em particular, naqueles que vivem concretamente a sua existência em condições de precariedade, por causa da falta de trabalho, da incerteza pelo futuro, pelo sofrimento físico e moral; penso nas famílias, nos jovens, nas pessoas idosas que muitas vezes vivem a solidão, nos marginalizados, nos imigrantes". Bento XVI exortou as famílias "a viverem a dimensão cristã do amor nas simples ações cotidianas, nas relações familiares superando divisões e incompreensões, ao cultivar a fé que torna a comunhão ainda mais sólida". "Aquele que foi crucificado, que partilhou o nosso sofrimento, como nos recorda também, de modo eloqüente, o Santo Sudário, é aquele que ressuscitou e nos quer reunir todos em seu amor. Cristo enfrentou a cruz para colocar um limite ao mal" – disse ainda o Pontífice. O Papa exortou a Igreja em Turim a permanecer firme naquela fé que dá sentido à vida e que jamais perca a luz da esperança no Cristo Ressuscitado, "que é capaz de transformar a realidade e tornar novas todas as coisas" – concluiu o Santo Padre. Siga o Canção Nova Notícias no twitter.com/cnnoticias Conteúdo acessível também pelo iPhone - iphone.cancaonova.com

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