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Dia dos Fiéis Defuntos

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

ESPÍRITO DE SERVIÇO

ESPÍRITO DE SERVIÇO

By Pe. Faus on August 28, 2014
FAZER A VIDA AMÁVEL
Para sermos felizes
Se compreenderdes essas coisas, sereis felizes, sob a condição de as praticardes
 Quem  disse estas palavras? Jesus Cristo (Jn 13,17).
─ Quando? Logo pós lavar os pés aos apóstolos na Última Ceia.
─ E quais são “essas coisas” que Ele nos anima a compreender? São a humildade e o amor que entram em ação quando servimos os demais.
Compreendeis o que eu vos fiz? – perguntou-lhes Jesus, depois do lava-pés −. Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, como eu vos fiz, assim façais também vós [...]. Se compreenderdes essas coisas, sereis felizes, sob a condição de as praticardes (Jn 13, 12-15).
Os apóstolos devem ter lembrado, ao ouvir essas palavras, várias discussões que já mantiveram entre eles, e que Cristo teve de corrigir (cf. (Mt 20,20 ss; Mc 9,33 ss; Lc 9, 46 ss; Lc 22,24 ss).
São Mateus relata com pormenor que, um dia, se aproximou de Jesus a mãe de Tiago e João, acompanhada pelos filhos, e lhe pediu: Ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda (Mt 20,20-21) .
A resposta do Senhor foi rápida: Não sabeis o que pedis. A seguir, lembrou-lhes que, para estar junto dele, é preciso estar disposto a beber seu cálice, a tomar a cruz. No seu Reino não cabem o egoísmo, os interesses, as vantagens nem as ambições.
Voltando-se logo depois para os outros dez, indignados com a pretensão dos irmãos, disse-lhes: Todo aquele que quiser tornar-se grande entre vós, faça-se vosso servo. E o que quiser tornar-se entre vós o primeiro, faça-se vosso escravo. Assim como o Filho do Homem veio, não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por uma multidão (Mt 20, 20-28).
“Servir e dar a vida”: é um autorretrato de Cristo. E Jesus quer que seja o nosso retrato. Vamos perguntar-nos, por isso: Eu tenho esse espírito de serviço que Cristo pede aos seus discípulos?
Para servir, servir
Durante os anos dos meus estudos em Roma, antes da ordenação sacerdotal, todos os dias via, na sala de estar, um abajur com os seguintes dizeres: “Para servir, servir”. Era um lembrete e um apelo: um duplo apelo, pois recordava os dois sentidos da palavra “servir”.
a) Primeiro sentido: É preciso “servir”, no sentido em que se fala de que uma lâmpada “serve” para iluminar um quarto, ou que um remédio serve para curar uma doença. Isto é, “para servir” é preciso ter condições, ter serventia. Nesse sentido, dizemos que alguma coisa “presta” ou “não presta”.
Será que nós “prestamos”? Se me pergunta para quê, lhe responderei com palavras de São Paulo: Enquanto temos tempo, façamos o bem a todos (Gl 6,10). Para isso, para fazer o bem a todos.
Na prática, isso significa que é preciso nos prepararmos para “prestar”: dedicarmos o esforço, o empenho e o trabalho oportunos para adquirir e aprimorar cada vez mais as condições pessoais de fazer o bem a todos os que Deus colocou perto de nós. Vejamos alguns exemplos.
─ Há pais e mães que não “prestam” como deveriam, porque não se prepararam para educar os filhos, nem do ponto de vista humano (virtudes humanas, orientação pedagógica familiar) , nem do ponto de vista espiritual. Só improvisam, com muito boa vontade e um triste analfabetismo educativo.
─ Há mestres que não “prestam” como deveriam, porque só transmitem segmentos de ciência especializada, e não cumprem o dever de formar os alunos, visando, além  da transmissão de conhecimentos, formar homens e mulheres preparados para enfrentar a vida – dando-lhe um sentido – e para ser úteis aos demais.
─ Há profissionais mal formados, ou estagnados na profissão, que não “prestam” o serviço que deveriam, e, pela sua rotina e mediocridade, não “servem” para trabalhar bem e estimular a qualidade profissional dos colegas.
─ Há cristãos muito bonzinhos que “não prestam”, porque nunca se formaram como deviam (era seu dever!), e têm uma carência deplorável de doutrina sobre as questões fundamentais da fé e da moral, sobre o critério cristão acerca dos problemas éticos, individuais e sociais de atualidade. Não sabem nem o catecismo da primeira comunhão.
─ Há inúmeros noivos que vão ao casamento numas condições que “não prestam”, porque não sabem distinguir as emoções (voláteis) do autêntico amor, nem entendem o casamento como uma vocação e uma missão divina, e acham que dá na mesma combinar uma união livre, ou um casamento civil, que receber o tesouro de graça que é o Sacramento do Matrimônio cristão. Tudo pela ignorância e o despreparo quase totais.
Depois desses exemplos, penso que temos alguns elementos de juízo para responder à pergunta: Eu, para que presto? E também para tomar a resolução de nos prepararmos para “prestar”.
b) Segundo sentido: Não basta estarmos preparados – como acabamos de comentar −, mas é preciso ter “espírito de serviço”, ou seja, ter a disposição de sacrificar-nos, com amor e generosidade, para prestar serviços efetivos aos demais.
Será que já  percebemos a enorme capacidade inativa de servir, de ajudar, de «Bfazer a vida amável» que nós temos? Precisamos lutar para torná-la capacidade ativa com todos: família, colegas, amigos, conhecidos e desconhecidos. Só o “trivial cotidiano”, o dia-a-dia, nos abre inúmeras possibilidades de serviço. Lembremos algumas:
─ Pôr ordem nas coisas materiais, colaborar em pequenas tarefas domésticas, prontificar-nos a fazer compras na farmácia ou no supermercado, atender à porta, desligar uma luz que ficou acesa; ajudar no estudo de um filho, deixando a tv[1]; dar uma mão ou sugerir uma dica prática a um colega de trabalho;; falar sinceramente, e não formalmente, quando dizemos: “pode deixar”, “conte comigo”, “vamos lá”…
─ Também poderíamos tratar dos pormenores que incentivam e ajudam a criar no lar um ambiente sereno, autêntico, de oração, de piedade cristã. Mas deixaremos agora isso, porque será tratado adiante, em outra parte do livro.
Qualidades de um bom serviço
Sintetizando muito, poderíamos resumi-las em três:
─ Primeira: Servir com alegria, como diz o Salmo 100,2. Quem agradece um serviço forçado, prestado de mau humor e de cara fechada? Seria como jogar um pedaço de pão seco a um cão faminto. «Sorrir – diz Guimarães Rosa – é também uma humildade», e é certamente um ato de amor.
São Josemaria expressava bem esse ideal: « Oxalá saibas − todos os dias e com generosidade − sacrificar-te alegre e discretamente para servir e para tornar agradável a vida aos outros. − Este modo de proceder é verdadeira caridade de Jesus Cristo» (Sulco, n. 150).
─ Segunda”: Servir com elegância. Sem dar importância, sem exibir nem cobrar (“esfregando na cara”) o serviço prestado. É o que fez Nossa Senhora quando visitou Santa Isabel para ajudá-la, e é o que Cristo nos ensina, quando nos pede que depois de termos feito tudo, digamos para nós mesmos: Não fiz mais do que devia fazer (cf. Lc17,10).
Também São Josemaria tem, a esse respeito, palavras muito belas: «Procura prestar a tua ajuda sem que os outros o notem, sem que te louvem, sem que ninguém te veja…, para que, passando oculto, como o sal, condimentes os ambientes em que te desenvolves; e contribuas para conseguir que − pelo teu sentido cristão − tudo seja natural, amável e saboroso» (Forja, n. 942).
─ Terceira: Adiantar-nos a servir. «Amar é adivinhar», dizia o escritor francês Ernest Hello. Oxalá saibamos captar o que os outros precisam, ou o que esperam , ou o que os pode tornar um pouco mais felizes. Ou seja, oxalá tenhamos iniciativas, sem que precisem pedir-nos nada ou puxar por nós. É o que fez Nossa Senhora quando, sem que ninguém lhe pedisse nada, tomou rapidamente a iniciativa de viajar para ajudar sua prima Isabel, quando soube que ela, já com certa idade, estava esperando um filho (cf.Lc 1,39 ss.).
***
O Papa Francisco, na Missa da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, glosou o Salmo recém recitado por um leitor: Cantai ao Senhor um canto novo (Sl 95,1), e comentou que esse canto «é o canto da nossa vida, é deixar que a nossa vida se identifique com a vida de Jesus… E a vida de Jesus é uma vida para os demais» (Homilia, 28/7/2013).
Isto é servir: viver para os demais. Esse espírito de serviço – assim começávamos este capítulo – é um dos segredos da felicidade que Cristo nos ensina.

[1] Cf. o livro A paz na família, Quadrante, 2ª edição, São Paulo 1999


Conclusões  (Procure tirar as suas conclusões e anotá-las)

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Noticias de Roma

Domingo, 02 de maio de 2010, 11h47

Papa venera Santo Sudário em Turim, norte da Itália

Da Redação

''Cristo enfrentou a cruz para colocar um limite ao mal'', diz Papa em Turim
Bento XVI realizou, neste domingo, sua visita pastoral à cidade de Turim, norte da Itália, para venerar o Santo Sudário, mortalha que teria envolvido o corpo de Cristo ao ser colocado no túmulo. O pontífice partiu esta manhã às 8h15 do aeroporto romano de Ciampino e chegou às 9h15 locais ao aeroporto de Turim, onde foi acolhido pelo Cardeal Severino Poletto, Arcebispo de Turim, e outras autoridades eclesiais, além dos representantes do governo e pelo prefeito dessa cidade. A seguir, o Papa se dirigiu para a Praça São Carlos onde foi acolhido por mais de 50 mil fiéis. Bento XVI agradeceu a população de Turim pelo caloroso acolhimento e iniciou a celebração da Eucaristia. Em sua homilia, Bento XVI ressaltou que no passado a Igreja em Turim "conheceu uma rica tradição de santidade e generoso serviço aos irmãos graças à obra de zelosos sacerdotes, religiosos, religiosas de vida ativa e contemplativa e de fiéis leigos". Sendo assim, as palavras de Jesus no Evangelho de hoje, 'Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros', "adquirem uma ressonância particular para esta Igreja, uma Igreja generosa e ativa, a começar por seus padres" – frisou o papa. O Santo Padre sublinhou que "amar os outros como Jesus nos amou é possível somente com aquela força que nos é comunicada na relação com Ele, especialmente na Eucaristia, em que o seu Sacrifício de amor que gera amor se torna presente de modo real". O Papa disse aos sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas de Turim, para que "centralizem sua existência no essencial do Evangelho; cultivem uma real dimensão de comunhão e fraternidade dentro do presbitério, de suas comunidades, nas relações com o Povo de Deus; testemunhem no ministério o poder do amor que vem do Alto". O Pontífice sublinhou que "a vida cristã, caros irmãos e irmãs, não é fácil; sei que também em Turim não faltam dificuldades, problemas, preocupações: penso, em particular, naqueles que vivem concretamente a sua existência em condições de precariedade, por causa da falta de trabalho, da incerteza pelo futuro, pelo sofrimento físico e moral; penso nas famílias, nos jovens, nas pessoas idosas que muitas vezes vivem a solidão, nos marginalizados, nos imigrantes". Bento XVI exortou as famílias "a viverem a dimensão cristã do amor nas simples ações cotidianas, nas relações familiares superando divisões e incompreensões, ao cultivar a fé que torna a comunhão ainda mais sólida". "Aquele que foi crucificado, que partilhou o nosso sofrimento, como nos recorda também, de modo eloqüente, o Santo Sudário, é aquele que ressuscitou e nos quer reunir todos em seu amor. Cristo enfrentou a cruz para colocar um limite ao mal" – disse ainda o Pontífice. O Papa exortou a Igreja em Turim a permanecer firme naquela fé que dá sentido à vida e que jamais perca a luz da esperança no Cristo Ressuscitado, "que é capaz de transformar a realidade e tornar novas todas as coisas" – concluiu o Santo Padre. Siga o Canção Nova Notícias no twitter.com/cnnoticias Conteúdo acessível também pelo iPhone - iphone.cancaonova.com

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